Depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante do mundo. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes para combater e prevenir essa enfermidade, como a prática de atividade física, conforme conta Maria Rita Polo Gascón, doutoranda em Ciências da Saúde e neuropsicóloga do Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo. Confira:

 

O que é depressão?

A depressão é um distúrbio mental decorrente de um conflito interno e de uma alteração bioquímica, visto que pode ser desencadeada por vários fatores: psíquicos, orgânicos e sociais. Os principais sintomas da depressão são sentimentos de desamparo e desesperança, perda de interesse nas atividades de vida diárias, alteração no apetite ou no peso, alteração no sono, irritabilidade ou inquietação, perda de energia, autoaversão, problemas de concentração, dores inexplicáveis, pensamento ou ideação suicida. Para ter o diagnóstico é necessário que a pessoa apresente cinco ou mais sintomas, quase todos os dias, durante ao menos duas semanas.

 

A atividade física apresenta eficácia na prevenção e no combate à doença?

 

Sim, entre as novas descobertas científicas para o tratamento da depressão está a prática regular de atividade física. Seus efeitos antidepressivos têm recebido a atenção de pesquisadores em todo o mundo por ser um método eficaz tanto para a prevenção quanto para o controle da doença. Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da depressão: a endorfina, popularmente conhecida como “hormônio da alegria”, por promover sensação de bem-estar, euforia e alívio das dores, e a dopamina, que apresenta efeito analgésico e tranquilizante. Ambos apresentam influência direta sobre o humor e as emoções. Pesquisadores afirmam que a prática de exercícios aeróbios [como andar, correr e nadar], de 20 a 40 minutos entre 120/140 batimentos cardíacos por minuto, duas vezes por semana, têm a capacidade de liberar B-endorfina. Exercícios ao ar livre proporcionam a produção de serotonina, um importante neurotransmissor que ajuda, entre outras funções, a regular nosso humor e a temperatura corporal. Os benefícios desse tipo de atividade são sensação de aumento de energia e motivação, juntamente com a diminuição da tensão, raiva, confusão mental e depressão.

 

Manter uma rotina de exercícios também combate outros transtornos mentais, como a ansiedade?

Sim, os benefícios da atividade física não se resumem somente a liberação dos hormônios, essa prática ajuda a minimizar o sofrimento psíquico e físico, além de oferecer a oportunidade de envolvimento social, elevação da autoestima e qualidade de vida. Dessa forma, é um instrumento de forte valor terapêutico quando aliado à psicoterapia e ao tratamento farmacológico – nesse caso, quando indicado por profissional especializado.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *